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Uma breve reflexão sobre o consumo de conteúdo digital criado por mulheres.

No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional das Mulheres, data que possui uma extrema importância na luta pelos direitos das mulheres desde o seu início lá em 1908 quando começaram as primeiras reivindicações de redução da jornada de trabalho, salários melhores, direito ao voto e uma forma delas serem ouvidas. Ao olharmos hoje, 2024, podemos ver alguns pequenos avanços -a depender do local em que se encontra, claro. No cenário brasileiro, as mulheres hoje têm direito ao voto, jornada de trabalho parecida com a dos homens e, em em muitos cargos de não liderança, salários iguais.


Quando falamos de jornada de trabalho parecida, estou pensando nas mulheres que são mães e donas de casa, por mais que o expediente na empresa termine, é quando os outros expedientes começam: a mãe que vai cuidar dos filhos, a dona de casa que vai arrumar toda a casa e preparar a refeição para os filhos e companheiros e diversas outras atividades sem a ajuda do parceiro ou sendo mãe solo.


Ter o direito ao voto não significa ser representada na política. Segundo reportagem feita pelo site Brasil de Fato, o número de mulheres na política filiadas à um partido é expressivo (46,2%), porém não condiz com a realidade das candidatas eleitas (18,2%), o que também não reflete nem um pouco a nossa realidade brasileira que é composta por mais da metade de mulheres (51,5%), segundo o Censo Demográfico 2022. Assim, segundo a Forbes Brasil, como acontece no mercado de trabalho, no qual as mulheres ocupam apenas 38% dos cargos de liderança e ainda enfrentam dificuldades para ter o salário igual aos dos homens, sendo necessário ter uma Lei para garantir essa igualdade.



Depois de apresentar essas informações breves que mostram a importância de falarmos sobre assuntos relacionados às mulheres, gostaria de fazer uma reflexão acerca disso: assim como assuntos como LGBTfobia, saúde mental e racismo são tratados em meses específicos (junho, setembro e novembro, respectivamente), só vemos a discussão sobre violência, de qualquer tipo, contra a mulher ser falada principalmente em março, no mês que deveria ser comemorada a sua força e coragem. Por que não vemos grandes figuras masculinas dando espaço ou grandes páginas fazendo uma discussão sobre essa pauta com tanta frequência?


Sendo um homem gay, eu, criticamente, penso que por uma questão mais comercial, esses assuntos são tratados apenas nos seus “respectivos” meses. Porém, a conversa deveria existir com mais frequência e principalmente entre a própria comunidade masculina, no sentido de conhecerem e entenderem a dor da mulher, e não enxergar a sua luta por condições de vida melhores algo demoníaco contra os homens.


Em 2022, eu vi um vídeo no X (antigo Twitter) no qual perguntavam para os entrevistados quais streamers (criadoras de conteúdo gamer) os jovens assistiam e pediam para citar 5 de cada gênero. Todos conseguiam dizer 5 streamers masculinos sem muito esforço, agora quando era pra citar uma streamer, apenas um ou outro conseguiu. Infelizmente eu não achei o vídeo para anexar aqui no texto, mas a reflexão dele é algo que vale muito a pena ser levada em consideração. Tanto que lembro claramente dela até hoje e sempre que possível, levanto essa discussão. O questionamento do vídeo serve para qualquer assunto relacionado a criação de conteúdo na internet e fora dela. Eu mesmo não conseguiria responder à essa pergunta na época. (Hoje consumo muito mais criadoras de conteúdo do que antigamente).


Contrariando o meu argumento acima, a reportagem do site TAB Uol “A internet que odeia mulheres: cultura redpill cresce e ataques viralizam” escancara o crescente ódio pelas mulheres que vem crescendo na internet pelos seguidores dessa cultura. São ataques por meio de falas e atitudes que desmerecem a mulher, tanto como pessoa quanto no âmbito profissional, e a luta por direitos iguais. Ataques estes encabeçados por outros homens, que conforme mostrado pela reportagem possuem algum tipo de insegurança ou problema de socialização, sem dinheiro e acesso a tratamentos de saúde mental ou que apenas viram um mercado (problemático) para se fazer dinheiro.



Eu sou um homem que muitas vezes já reproduzi algum tipo de preconceito contra o gênero feminino ou alguma fala capacitista e machista quando muito mais novo, mas com o tempo, consumindo mais criadoras de conteúdo e aprendendo muito com as discussões que a vida me ofereceu, vi esse cenário mudar internamente e procurar sempre me questionar se tal pensamento ou frase é certa ou errada. Mas eu acredito fortemente que somente uma mulher pode falar sobre a sua experiência e vivência. Por isso reitero a dica que dei anteriormente para homens consumirem mais conteúdos feitos por mulheres, desde os mais simples e corriqueiros como assuntos de futebol (cenário que tem muita crítica referente à presença feminina), música, filmes até suas experiências pessoais (sejam elas positivas ou negativas).


Um gif com um trecho de um episódio de Friends (Temporada 8, capítulo 14) que viraliza sempre que acontece alguma discussão sobre corpo feminino define meu pensamento sobre isso: “Sem útero, sem opinião”.

Vale ressaltar que essa é a minha opinião referente à esse assunto em específico, mas que toda e qualquer conversa deve sempre respeitar a opinião do próximo, mesmo que seja contrária a sua.


Na TALKNTALK temos muitas mulheres compartilhando seus conhecimentos, suas opiniões e vivências por meio das imersões feitas diariamente na plataforma. Toda conversa é pautada pelo respeito ao próximo e focado no desenvolvimento do idioma em que o talker está aprendendo. São pessoas do país todo (e do mundo também) trocando experiências que podem nos ensinar diversas coisas novas ou nos mostrar visões de mundo totalmente diferente da nossa enquanto praticamos outro idioma.


Para saber mais sobre as imersões, cursos ou como entrar para a comunidade dos talkers, acesse o nosso site www.talnktalk.com.br 



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