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Desenvolvendo competências socioemocionais a partir do estudo de uma língua.




Estudar Inglês, ou qualquer outro idioma, ultrapassa o conhecimento na nova língua.

Essa prática nos ajuda a desenvolver as competências socioemocionais, que são fundamentais para nossa vida em sociedade.

Mas… Pera aí! Competências socio… o quê?


Antes de aprofundar sobre como desenvolver as competências por meio do estudo de Inglês, é essencial entender o que são as Competências Socioemocionais. Trazendo, também, minha formação e meu trabalho na área da educação para o texto, uso como referência a BNCC (Base Nacional Comum Curricular):

“A BNCC regula a Educação Básica no Brasil e estabelece que todo estudante deve crescer emocionalmente. Para isso, as instituições de ensino precisam embasar o seu planejamento anual e os planos de aula nas competências socioemocionais da BNCC.”


Pela BNCC, São elas:


Autoconsciência

Envolve o conhecimento de cada pessoa, bem como de suas forças e limitações, sempre mantendo uma atitude otimista e voltada para o crescimento.


Autogestão

Relaciona-se ao gerenciamento eficiente do estresse, ao controle de impulsos e à definição de metas.


Consciência social

Necessita do exercício da empatia, do colocar-se “no lugar dos outros”, respeitando a diversidade.


Habilidades de relacionamento

Relacionam-se com as habilidades de ouvir com empatia, falar clara e objetivamente, cooperar com os demais, resistir à pressão social inadequada (ao bullying, por exemplo), solucionar conflitos de modo construtivo e respeitoso, bem como auxiliar o outro quando for o caso.


Tomada de decisão responsável

Preconiza as escolhas pessoais e as interações sociais de acordo com as normas, os cuidados com a segurança e os padrões éticos de uma sociedade.



Outra importante referência sobre as Competências Socioemocionais é o Instituto Airton Senna. Em que define, também, 5 macrocompetências, desdobradas em 17 competências. Como podemos ver na imagem a seguir:




 

Vale lembrar que essas referências trazem o desenvolvimento das competências dentro da escola. Se você assim como eu, não está mais na escola, isso quer dizer que não precisamos desenvolvê-las? Ledo engano!

Quando falamos sobre competências para o mercado de trabalho e a vida adulta em sociedade, elas são comumente chamadas de softskills.

Para esse texto, trago as principais competências, usando ambas referências, que mais percebo na minha vivência do estudo da língua inglesa e como a TALKNTALK me ajuda a desenvolvê-las.

Autoconsciência/Resiliência Emocional

O aprendizado do Inglês me proporciona autoconhecimento: entendo meus limites, até onde consigo ir, o que me gera de sensação quando supero meus obstáculos, como lido com a frustração quando erro, de onde vem a preguiça/procrastinação quando não quero estudar, e o que me traz motivação, para além dos propósitos óbvios quando aprendemos uma língua (comunicação, melhorar na carreira, conhecer outras culturas…).

Autogestão

Essa é uma competência que a TALKNTALK, mais do que qualquer outro formato de estudo que tive, me ajuda a desenvolver devido ao formato das imersões e dos estudos pelos vídeos no YouTube.

Organizar minha rotina, planejar quais imersões vou participar, estar no zoom no horário marcado, planejar o estudo antes/depois, organizar o tempo para a escrita no Linkedin e no Blog.


Consciência social/Amabilidade

As imersões são o ambiente perfeito para exercitar essa competência, já que estamos em conjunto com pessoas de idades, lugares do Brasil, pensamentos, formações acadêmicas e níveis de Inglês muito diferentes uns dos outros. É um espaço muito diverso!

Curioso que, mesmo existindo grandes diferenças, não teve uma imersão que eu não tenha me conectado de algum modo com algum outro estudante. Pode ser em coisas simples como alguma comida, alguma dificuldade na língua, até as mesmas visões de mundo.


Habilidades de relacionamento/Engajamento com os outros

Além da clássica empatia, que aparece quando temos níveis de Inglês diferentes, por exemplo, as imersões na TALKNTALK me mostraram uma forma mais humana de aprender Inglês, principalmente soe o fato de não corrigirmos os colegas de maneira tradicional, mostrando o erro e o colocando como algo ruim e não parte do processo.

Toda vez que alguém está com alguma dificuldade, existe o espaço sincero e receptivo para as dúvidas e o aprimoramento do idioma a partir da observação do outro.

Quantas vezes eu percebi meus erros (principalmente os de conjugação de verbo e preposições) porque observei os outros falando corretamente?


Abertura ao novo

Aprender uma nova língua, para além do conhecimento adquirido, também conhecemos novas culturas e formas de ver o mundo. Além disso, aprender Inglês tem me possibilitado a ver a arte de outra forma: filmes e livros que eu só lia com tradução/legenda/dublados, agora consigo (ainda que com certa dificuldade) acessá-los da forma que foram feitos originalmente e essa percepção tem me trazido outra relação com as obras. Ou seja: me abri para o novo, mesmo ele sendo “velho”.


Tomada de decisão responsável

Fiquei pensando muito sobre como associar essa competência ao meu aprendizado de Inglês; foi a mais difícil.

Entendi que ter escolhido estudar Inglês de maneira coletiva, a partir de um momento de desemprego, começando pelo Programa Social da TALKNTALK e, hoje, sendo escritora contribuinte do blog, tem tudo a ver com isso.

Phill fez uma decisão responsável em sua vida quando criou (e a faz diariamente ao manter a TNT com zelo e carinho), bem como os facilitadores ao dedicar seu tempo e prática com os estudantes.

Todas essas decisões individuais têm o propósito único e coletivo de apoiar a população a aprender a principal língua do mundo.

 

A experiência na aprendizagem de Inglês, considerando o formato inovador da TALKNTALK, aprimora não apenas as habilidades linguísticas, mas também quem somos e como nos relacionamos com as outras pessoas.


Perceber esse desenvolvimento transforma o estudo de uma língua estrangeira em uma jornada completa, onde cada desafio superado e cada interação com outro estudante/facilitador, nos traz um espaço confortável e fértil para nosso desenvolvimento pleno. Assim, aprender qualquer nova língua que você queira, não é apenas sobre virar bilíngue/poliglota, mas é também cultivar habilidades que nos tornam seres humanos mais completos, empáticos e preparados para os desafios da vida, pessoal ou profissional.

E você? Quais competências quer/precisa desenvolver para 2023? Como tem visto seu desenvolvimento nelas a partir dos seus estudos?


Me conta aqui e um ótimo ano novo para nós!

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